Classificando os SKUs de sua Loja

A Matriz Bidimensional de Vendas e Rentabilidade

1) A Importância dos SKUs e o Conceito de LBF

Nem todos os produtos com os quais sua loja trabalha têm a mesma importância. Alguns vendem mais do que outros e nem todos têm a mesma lucratividade.

Para esta classificação, vamos usar o conceito de LUCRO BRUTO DE FEIRANTES (LBF), ou seja: preço de venda menos o custo de aquisição da NF, o custo pago na duplicata para o fornecedor. Nesta abordagem trataremos os impostos como "despesas tributárias". Com isto, fica mais simples saber a cada venda o lucro bruto da operação: quanto recebemos e quanto pagamos pelo que foi vendido, sendo a diferença o LBF com o qual as contas serão pagas.

2) A Curva ABC Dupla

Um gráfico ABC das vendas listará os produtos que representam 50% (grupo A, os "campeões"), 30% (grupo B) e 20% (grupo C, os "lanterninhas") do total.

A mesma coisa deve ser feita com base no LUCRO BRUTO DE FEIRANTES (LBF), onde cada produto estará em uma destas três posições na curva ABC de rentabilidade.

3) A Matriz Bidimensional

Distribuídos os produtos segundo estes dois indicadores (Vendas e LBF), teremos uma matriz bidimensional extremamente útil, onde todos os produtos poderão estar em nove posições diferentes: AA, AB, AC, BA, BB, BC, CA, CB e CC.

As "estrelas" de sua loja serão os produtos da posição AA, os melhores em vendas e, simultaneamente, os de maior lucratividade. E os "pepinos" serão os da posição CC, a nona: os piores em vendas e também os de menor rentabilidade.

4) O Foco da Gestão de Categorias

Os produtos prioritários em sua gestão de categorias serão os AA, AB, BA e BB: os de maior contribuição às vendas e à rentabilidade. Estes SKUs são o "filé mignon" do seu negócio e precisam ser administrados com uma lupa.

5) Metodologia Prática e Dinâmica

Só é necessário registrar a venda física de todos os produtos, classificá-los em uma listagem A (50%), B (30%) e C (20%) do período. Depois, multiplicar esta quantidade pelo valor de venda do PDV do dia, fazendo a mesma coisa com o valor da última NF de entrada, para precificar quanto custou a compra do que foi vendido. A diferença entre os dois somatórios é o LBF do período, ignorando créditos e débitos nas transações do SKU, pois o imposto a pagar será uma despesa tributária, a ser paga no mês seguinte.

Lembrando que isto é dinâmico, alterando de acordo com sazonalidade, mudanças nas condições de mercado, na política de fornecedores, etc.

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