A Matriz Bidimensional de Vendas e Rentabilidade
Nem todos os produtos com os quais sua loja trabalha têm a mesma importância. Alguns vendem mais do que outros e nem todos têm a mesma lucratividade.
Para esta classificação, vamos usar o conceito de LUCRO BRUTO DE FEIRANTES (LBF), ou seja: preço de venda menos o custo de aquisição da NF, o custo pago na duplicata para o fornecedor. Nesta abordagem trataremos os impostos como "despesas tributárias". Com isto, fica mais simples saber a cada venda o lucro bruto da operação: quanto recebemos e quanto pagamos pelo que foi vendido, sendo a diferença o LBF com o qual as contas serão pagas.
Um gráfico ABC das vendas listará os produtos que representam 50% (grupo A, os "campeões"), 30% (grupo B) e 20% (grupo C, os "lanterninhas") do total.
A mesma coisa deve ser feita com base no LUCRO BRUTO DE FEIRANTES (LBF), onde cada produto estará em uma destas três posições na curva ABC de rentabilidade.
Distribuídos os produtos segundo estes dois indicadores (Vendas e LBF), teremos uma matriz bidimensional extremamente útil, onde todos os produtos poderão estar em nove posições diferentes: AA, AB, AC, BA, BB, BC, CA, CB e CC.
As "estrelas" de sua loja serão os produtos da posição AA, os melhores em vendas e, simultaneamente, os de maior lucratividade. E os "pepinos" serão os da posição CC, a nona: os piores em vendas e também os de menor rentabilidade.
Os produtos prioritários em sua gestão de categorias serão os AA, AB, BA e BB: os de maior contribuição às vendas e à rentabilidade. Estes SKUs são o "filé mignon" do seu negócio e precisam ser administrados com uma lupa.
Só é necessário registrar a venda física de todos os produtos, classificá-los em uma listagem A (50%), B (30%) e C (20%) do período. Depois, multiplicar esta quantidade pelo valor de venda do PDV do dia, fazendo a mesma coisa com o valor da última NF de entrada, para precificar quanto custou a compra do que foi vendido. A diferença entre os dois somatórios é o LBF do período, ignorando créditos e débitos nas transações do SKU, pois o imposto a pagar será uma despesa tributária, a ser paga no mês seguinte.
Lembrando que isto é dinâmico, alterando de acordo com sazonalidade, mudanças nas condições de mercado, na política de fornecedores, etc.