Monitoramento ágil e seguro da geração de caixa
A velocidade na aferição de resultados pela Contabilidade pode não ser a necessária para a gestão ágil da empresa. O fechamento de tributos, por exemplo, avança por até 15 a 20 dias no mês seguinte. Sem inventários mensais precisos, é inviável gerenciar preços diariamente dependendo apenas do balancete contábil.
Como alternativa ao Lucro Bruto de Feirantes, utiliza-se a aferição rápida dos ativos e passivos de curto prazo.
Do lado do Ativo Circulante, soma-se o que tem liquidez imediata: caixa, bancos, contas a receber, aplicações e adiantamentos. O pulo do gato: excluem-se os estoques, já que não há inventários frequentes para precificá-los com exatidão.
Do lado do Passivo Circulante, somam-se os compromissos de curto prazo: fornecedores, salários, aluguéis e tributos.
Como excluímos os estoques do Ativo mantendo as obrigações no Passivo, o Passivo será matematicamente superior. O segredo deste indicador é acompanhar a evolução: se a empresa estiver a gerar caixa, a distância entre as duas linhas se reduz; se as curvas se afastarem, formando a "boca de jacaré" (<), há um sinal de alerta severo de descompasso de caixa.
Em períodos sazonais de compras antecipadas (como fim de ano), o gráfico se distorce naturalmente pelo aumento inicial de títulos a pagar antes do faturamento correspondente, sem invalidar a eficácia do indicador nos demais meses.
Este método simples e seguro parte do princípio elementar de que operações saudáveis geram disponibilidade de caixa consistente.